Segunda-feira, 5 de Maio de 2008

As muralhas de Miranda do Douro

    Um dos marcos históricos e característicos da cidade de Miranda do Douro são, de facto, as muralhas medievais que fazem desta cidade um dos principais pontos de atracção do Planalto Mirandês.
   Decidimos então fazer um trabalho de pesquisa sobre as mesmas e encontrámos um artigo no Jornal de Notícias, de Francisco de Pinto (a quem todos os louvores devem ser dirigidos), que retrata as condições em que as muralhas se encontram. Retira-se deste artigo o facto de as muralhas estarem em más condições de manutenção, podendo mesmo tornar-se perigosas, e os trabalhos que estão em curso para contrariar esta situação, justificados pelas palavras do actual presidente da Câmara, Manuel Rodrigo.
   De seguida, apresentamos o referido artigo:




"Muralhas medievais estão à beira da ruína


Partes das muralhas de Miranda do Douro estão em avançado estado de degradação



Francisco Pinto

As muralhas da antiga fortaleza medieval de Miranda do Douro estão a precisar de obras "urgentes" de consolidação. Há secções de muralha que ostentam sinais de ruptura. A estrutura que apresenta mais sinais de degradação é o da antiga alcáçova do castelo, onde já se verificaram alguns desmoronamentos. No entanto, há já lugares vedados e interditos ao estacionamento de automóveis devido ao perigo eminente de derrocada.

"A Câmara há já alguns anos que tem vido a alertar para o estado de degradação em que se encontram algumas secções das muralhas do castelo de Miranda. Caem pedras constantemente. Há já uma brecha na estrutura da torre de menagem que aumenta de dia para dia. Os cubos de argila têm caído, o que se torna perigoso," alerta Manuel Rodrigo, presidente do município de Miranda do Douro.

O autarca diz ainda que o Instituto do Português do Património Arquitectónico (IPPAR) já encomendou um estudo à faculdade de Engenharia do Porto. As condições para o lançamento do concurso estão reunidas, mas a ministra da Cultura pensa em fazer um protocolo ao abrigo da Lei do Mecenato para o financiamento das obras de solidificação da muralha.

"É uma vergonha que se tenha de arranjar mecenas para olharem pelos aspectos culturais do país, como é caso do património arquitectónico e cultural. Não podemos, nesta matéria, estar dependentes das ajudas de terceiros. O Estado tem de assumir as suas responsabilidades", sublinha o autarca.

A escadaria exterior da Sé de Miranda do Douro, datada do século XVI, vai sofrer obras de recuperação, porque aquela parte do templo está bastante danificada. A intervenção orça pelos 32 mil euros, o que, para Manuel Rodrigo "é insignificante".

"O IPPAR fez uma candidatura a fundos Interreg para as obras, mas a o templo necessita de intervenção de fundo o telhado está danificado, as caleiras e gárgulas de escoamento estão entupidas e teme-se que o espólio, único na Península Ibérica, venha a degradar-se", diz o edil.

A Sé de Miranda guarda imponentes altares em talha dourada e a carismática e venerada imagem do Menino Jesus da Carolinha, figura muito querida dos mirandeses. "

publicado por lamietierra às 16:29
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Alguns jogos tradicionais...

JOGO DO FITO

Jogo de pastores, implantado em todo o distrito é praticado assiduamente em todas as aldeias.

Participantes:
Joga-se em equipas de dois ou individualmente.

Disposição inicial:
Necessita de uma pista em terra batida de 20/25 metros de comprimento por 2 metros de largura.
Nos extremos da pista, depois de traçados dois riscos no chão em forma de cruz, colocam-se dois xinos (em pedra com 8 cm de altura), um em cada extremidade, e outro xino no centro.

Desenvolvimento:
Quando jogado em equipa, os lançamentos são alternados.
Sempre que o fito de um jogador fique mais próxima do xino este ganha a mão e é o primeiro a lançar em seguida. Sempre que ganha a mão o jogador ou equipa faz 2 tentos. Quando derruba o xino e ganha a mão, faz seis tentos. Se só derrubar o xino e não ganhar a mão faz quatro.
Os tentos contam-se de baixo e de cima, isto é, os primeiros 15 ou 20 tentos são de baixo, os seguintes são designados de cima.
Há localidades em que o jogo termina aos 30 tentos, isto é, 15 de baixo e 15 de cima. Outros há em que termina aos 40 ( 20 de baixo e 20 de cima).
Joga-se a vinho e vence a equipa que ganhar 2 jogos seguidos ou ganhar o terceiro em caso de empate.

Material:
Cada jogador tem um fito ou fita (pedra de granito redonda, rectangular ou quadrada, com uma espessura de 2 a 2,5 cm e com um peso variável entre 500 a 1000 gramas).





JOGO DA RAIOLA

 
Joga-se em muitas localidades do Nordeste, mas com mais assiduidade e de forma mais genuína em Freixo de Espada à Cinta (e parte sul do distrito), pois nesta vila só é permitido jogar com moedas de D. Carlos e D. Luís, o que não acontece nas outras localidades.

Terreno:
Liso, de preferência em terra, ao ar livre ou coberto.

Participantes:
O número de jogadores pode variar de dois a oito, jogando-se individualmente ou por equipas, conforme se trate de dois ou mais. Na falta de um elemento para completar a equipa, pode um dos jogadores jogar com duas moedas, correspondendo assim à falta de um parceiro.

Material:
Uma moeda para cada jogador (xx REIS D. Carlos ou D. Luís), uma raia no chão - de comprimento variável (50 a 80 cm) com duas semi-circunferências nas extremidades e o recto (zona de lançamento) a uma distância variável da raia (3 a 5 metros).

Desenvolvimento:
O jogo acaba aos 30 tentos, divididos em 15 maus e 15 bons. Podem ganhar-se 1,2,3,6,9,12 e15 tentos, ou até todo o jogo duma só jogada, conforme a disputa dos jogadores.
Ganha quem colocar a moeda na raia ou mais perto dela.






CORRIDA DE SACOS


A corrida de sacos é uma prova pedestre de resistência, em que os concorrentes cobrem uma determinada distância (consoante o escalão etário) introduzidos num saco até à cintura.

Participantes:
A prova pode ser individual ou por equipas.

Disposição inicial:
O percurso é determinado pelo júri. Ganha o que primeiro ultrapassar a linha da meta.

Desenvolvimento:
O objectivo é percorrer a distância indicada no mais curto espaço de tempo.
Para se deslocarem, devem segurar o saco com as duas mãos. O concorrente que sair de dentro do saco durante o percurso, será desclassificado. Se a prova for por equipas, será a equipa também desclassificada.
Se for por equipas, será vencedora a equipa que obtiver o maior número de pontos resultantes do somatório dos seus componentes.

Material:
Sacos, de preferência em serapilheira.
publicado por lamietierra às 15:00
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